Ibovespa sobe mais de 2% com disparada de Xangai em meio a expectativa por recuperação da China; dólar cai a R$ 5,30


SÃO PAULO – O Ibovespa registra forte alta nesta segunda-feira (6) e se aproxima cada vez mais dos 100 mil pontos, atingindo já seu maior patamar desde março. A valorização hoje segue as bolsas internacionais, especialmente as asiáticas, diante do desempenho muito forte do índice de Xangai, que teve ganhos de 5,7%. No radar, as notícias são de controle da segunda onda na China e projeções de que a recuperação econômica da segunda maior economia do mundo será melhor que a esperada. O jornal estatal Securities Times, da China, disse que promover um mercado em alta “saudável” após a pandemia é agora mais importante para a economia do que nunca. “A China está saindo rapidamente da epidemia da Covid-19. Todos os dados desde meados de fevereiro apontam para uma recuperação em forma de V”, disse, à CNBC, Michael Spencer, economista-chefe e de pesquisa para a Ásia do Deutsche Bank. Às 12h47 (horário de Brasília) o Ibovespa tinha alta de 2,2% a 98.897 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial opera em baixa de 0,31% a R$ 5,3013 na compra e a R$ 5,3038 na venda. Já o dólar futuro para agosto zera perdas e tem leve variaão negativa de 0,01% a R$ 5,321. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 opera estável a 2,87%, o DI para janeiro de 2023 tem queda de um ponto-base a 3,96% e o DI para janeiro de 2025 recua dois pontos-base a 5,54%. No Brasil, destaque para a entrevista do ministro da Economia, Paulo Guedes, à CNN Brasil. Ele afirmou que uma reforma tributária deve ser aprovada ainda em 2020 e que em até três meses devem ser realizadas quatro grandes privatizações, embora não tenha informado quais estatais serão vendidas. Entre os indicadores, o Relatório Focus do Banco Central mostrou que os economistas do mercado financeiro aumentaram levemente a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de retração de 6,54% na semana passada para uma menor, de 6,50% esta semana. Para 2021 a expectativa foi mantida em 3,50%. Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – medidor oficial de inflação – as estimativas dos economistas se mantiveram em 1,63% para 2020 e em 3,00% para 2021. Para a taxa de câmbio também não houve alteração nas expectativas para 2020, que ficaram em R$ 5,20. Para 2021 a projeção foi elevada de R$ 5,00 para R$ 5,05. Por fim, as expectativas para a taxa básica de juros Selic não foram alteradas nem para 2020 nem para 2021, mantendo-se em 2,00% e 3,00% respectivamente.